Friday, August 11, 2006

AVALIAÇÃO INDIVIDUAL

Queridos,

Estamos finalizando mais uma etapa da disciplina Políticas Educacionais; assim, depois de todas as apresentações dos seminários, poderemos agora lançar mão do argumento individual para questionar, relacionar, refletir, discutir sobre as Políticas Edicacionais enquanto instrumental técnico legal e a sua função no cotidiano do ambiente escolar .

Agora é com vocês, estou no aguardo dos textos; forte abraço a todos.

3 Comments:

At 16 August, 2006 19:16, Blogger Vera_ampi said...

Universidade do Estado da Bahia – UNEB
Departamento de Ciências Humanas e Tecnológicas - DCHT
Campus XX – Brumado VII Semestre Noturno
Disciplina – Política Educacional
Professora – Patrícia Magres
Aluna – Vera Lúcia Araújo Lima




As várias faces de um PDE



O plano de desenvolvimento escolar (PDE) é um instrumento dentro do processo gerencial da unidade escolar, que veio para facilitar e agilizar as ações da direção. No início do ano letivo, a direção juntamente com o Conselho Deliberativo, estabelece quais são as prioridades da escola e qual a previsão orçamentária das ações que desenvolverá.

Esse plano nasceu com a abertura da escola à comunidade, através da Gestão Democrática. Tudo isso começou a ser discutido nos anos de 1988 e 89, mas só foi colocado em prática mesmo a partir de 1995.

Essas ações na prática são cursos de capacitação para professores, coordenadores e diretores; equipamentos e materiais pedagógicos e de informática (computador, impressora, etc.); material de trabalho e reformas. Enfim, as prioridades para o ano decorrente ao PDE.

Como se sabe o PDE tem suas propostas que são elencadas de modo a atender especificamente cada meta, seguindo sempre a mesma linha de atuação: identifica os problemas, aponta meios para tentar solucioná-los e, por fim, propõe a elaboração de um relatório que mostre os resultados obtidos.

Todas estas propostas foram apontadas devido ao fato de se ter constado que a realidade escolar enfrenta dificuldades que comprometem o aprendizado dos educandos, dentre elas são mencionados: o alto índice de reprovação, principalmente nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, a indisciplina dos alunos, o acompanhamento deficiente dos pais, a não-viabilização de recursos para a organização e execução de projetos e a carência de oficinas pedagógicas para atender às necessidades do corpo docente.

Existem também regras na elaboração do PDE, a equipe deve direcionar no mínimo 40% do recurso para os processos pedagógicos, valorizando uma das partes mais importantes no processo de ensino-aprendizagem: o professor. Ele precisa estar bem preparado para lecionar. Não adianta quadra de esporte se não temos um bom professor de educação física. Sala de aula bonita, se o educador não tem domínio do conteúdo ministrado. O aluno não se prende apenas na beleza ou conforto, ele quer e deve ir para a escola para aprender. Se isso não acontece, ele não se sente motivado a estudar.

Depois de conceituar e elencar as ações e regras desse plano como um todo, vamos agora nos ater ao PDE do Centro Municipal Agamenon Santana, que foi estudado, e constatado que os seus objetivos visam uma proposta de educação inclusiva condizente com a realidade da qual a escola faz parte.

O que se pode ressaltar aqui é que essa escola vem aumentando significativamente o número de aluno em seus 23 anos de existência, mas a verba destinada a essa instituição continua sendo há mais de onze anos é de dez mil reais. Como se pode percebe a gestão dessa escola tem que fazer malabarismo para poder cumprir com as ações e regras propostas pelo PDE.

Por isso, muitas dessas metas acabam não sendo alcançadas, por falta do recurso financeiro que é incompatível com a estrutura dessa escola – 1200 alunos e um quadro de 57 professores, secretários, serventes, merendeiras e vigilantes.

Sendo que, esses recursos financeiros que cada unidade escolar recebe para a execução do PDE são calculados com base no número de alunos matriculados e regularmente freqüentes, considerando ainda a modalidade de ensino oferecida pela instituição. Sabendo-se que o número de alunos dessa referida unidade de ensino cresce sempre, ano após ano (consequentemente o número de professores), de dez salas elevou-se para quatorze, pois a procura por vagas é muito grande, tendo que aumentar o número de alunos por sala de aula, de 40 para 45. Como podemos perceber os recursos repassados para essa instituição não está sendo feitos dentro dos critérios necessários.

Precisa-se então que, o governo atenha-se a esse fato e entenda a necessidade da viabilização de verbas de acordo com as propostas vigentes no PDE, para que, não só essa instituição escolar venha a beneficiar-se, mas que, todas as outras também possam através dos recursos necessários realizarem o seu trabalho como uma forma de transformação de uma sociedade mais justa e humana, acreditando que a visão da escola seja sempre manter o seu padrão de qualidade. Mas para isso é necessário que as transformações comessem do poder mais alto e, assim, a ação transformadora da escola possa realmente se tornar uma realidade que passe a atender de maneira igualitária todas as metas do PDE.

 
At 17 August, 2006 09:30, Blogger Neidinha Araújo said...

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS
CAMPUS XX - BRUMADO
DISCIPLINA: Política Educacional
PROFESSORA: Patrícia Magris.
ALUNA: Cleise Delfino da Costa.
TURNO: Noturno



A EDUCAÇÃO BÁSICA NA PRIMEIRA REPÚBLICA


O período que compreende a Primeira República (1889-1930) foi visto pela sociedade da época como um período dotado de grandes avanços no que tange a Educação no Brasil. Tal fato se deu em decorrência da promulgação da própria República, que até então era um país de regimento monárquico e se seguiu de outros acontecimentos importantes como a ampliação dos direitos do voto, pois somente as pessoas de renda poderiam votar e com tal advento, somente permaneceu a exceção para os analfabetos; a laicização das influências religiosas no ensino público, a liberdade de crença e a separação entre a Igreja e o Estado também serviram como marcos na história educacional brasileira.
E com o advento do Regime Republicano que promulgou a Constituição de 1891, o campo das práticas pedagógicas e da administração escolar ficou aquém das expectativas, pois não havia uma organização quanto à partilha de atribuições entre o governo central e os governos locais relativas ao ensino; a União se restringia ao direito de legislar somente sobre o ensino superior na capital da República, que à época, era sediada no Rio de Janeiro. Além desses aspectos, não se definiu a gratuidade e a obrigatoriedade da instrução elementar, ou seja, o suporte básico que um indivíduo necessitava sobre a aprendizagem praticamente inexistia.
Percebia-se um dualismo no sistema de ensino: para as classes populares eram oferecidos o Primário, o curso Normal e os cursos Técnico-Profissional, o qual dispunha do curso de aprendizes artífices, curso de técnicas industriais e do curso de ensino agrícola. Já para as classes de melhor poder aquisitivo na sociedade eram oferecidas a instrução Secundária e Superior, sendo a última considerada por Anísio Teixeira como “os estudos dos desinteressados, que se preocupava com a formação do homem culto”.
Diante da problemática dessa divisão o ensino Secundário até 1930 passou aos cuidados da iniciativa particular e a União se preocupava em manter somente um ensino secundário de âmbito federal, o Colégio D. Pedro II; com isso, a educação popular, de um modo geral, teve a sua competência rejeitada pelos estados durante décadas do Regime Republicano, sendo evidente que tal mister fomentava a prática utilitária e intelectual dos estudos para as atividades comerciais e administrativas a elite social e incentivava aos desfavorecidos os estudos às práticas braçais, típicas do proletariado. Nesse período, o estado de São Paulo, que já vinha se destacando como pólo econômico do país procurava remodelar o ensino primário e o magistério para justamente buscar a formação desses futuros profissionais.
Outro aspecto indispensável a pontuar é o fato de existir à época, o chamado Exame de Admissão ao Ensino Secundário, que de certa forma trazia muito mais aspectos negativos à qualidade da educação no Brasil do que benefícios, dentre eles estavam a dispensa do aluno a realizações do curso seriado e da freqüência obrigatória no ambiente escolar, não havia divisão em ciclos, o próprio curso Secundário era constituído de uma estrutura única e até o curso Primário não obedecia as oito séries, formavam-se grupos escolares, segundo o adiantamento dos alunos e por fim, predominava os estudos literários sobre os científicos, ou seja, é melhor aprender o que alguém já procurou saber do que buscar o saber na aprendizagem.
A ausência e o descaso de uma política educacional relativa à educação eram tão evidentes que não havia sequer um Ministério que tratasse propriamente dos assuntos educacionais brasileiros. Tais assuntos eram divididos com outras prioridades nacionais e eram atrelados a competência do Ministério da Instrução Pública Correios e Telégrafos. Mais tarde, os cursos técnico-profissionais ficaram sob a responsabilidade do Ministério da Justiça e com o avanço econômico das grandes metrópoles foi criado o Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio.
Diante desse panorama histórico, o que se percebe é que os padrões de discriminação social herdados da sociedade escravocrata que havia desaparecido recentemente instituíram óbices ao desenvolvimento do ensino técnico-profissional, científico e básico do Brasil. E quando se compara o índice de analfabetismo atual dos jovens, 15 % com o de 90 anos atrás 70%, percebe-se que a sociedade ainda não conseguiu se desvencilhar totalmente de certos aspectos discriminatórios, e que esses empecilhos acabam por influenciar no desenvolvimento sócio-econômico e cultural de qualquer país.

 
At 18 August, 2006 17:44, Blogger Política Educacional said...

Olá, acredito que vcs fizeram a publicação em comentários, qdo deveriam ter realizado a edição do texto como publicação. Verifiquem, e tentem ajustar senão os demais não podem ter acesso livre ao texto de vcs.

Abraços,

 

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