Monday, August 21, 2006

Os princípios norteadores da gestão na escola - Ilmara dos Santos Silva

Os princípios norteadores da gestão na escola

Ilmara dos Santos Silva
VII Semestre - vespertino

Neste texto será abordado um tema muito relevante às políticas educacionais, “Gestão” escolar, mais o que vem a ser gestão? De acordo o Dicionário Aurélio gestão vem do latim gestione. E significa o ato de gerir; gerência, administração. As escolas continuam contando com um diretor, ou melhor, gestor que tem a função de assumir a liderança para assegurar o planejamento, a organização do trabalho, a coordenação dos esforços e a avaliação de resultados da escola.
No entanto, segundo José Augusto Dias, para que uma escola funcione bem integrada e adequadamente dentro dos padrões de qualidade é necessário um gestor de qualidade, bem como uma série de fatores favoráveis como o apoio da comunidade, existência de bom corpo docente, condições matérias favoráveis, alunos motivados e uma direção competente, pois a educação é um trabalho de equipe, de que participam não só professores, mas também o diretor e demais funcionários da escola, é um trabalho conjunto, que se torna mais produtivo quanto mais à equipe for capaz de trabalhar entrosadamente.
Há pelo menos duas razões fundamentais para que a posição do diretor de escola não seja meramente a de administrador, mas a de líder: a natureza peculiar da atividade escolar, pois a pessoa do líder costuma destacar os traços de perspicácia, inteligência, autoconfiança, coerência, firmeza, sinceridade e consideração, assim sendo há três situações da origem da autoridade do líder, a autoridade tradicional que é aquela em que predomina o paternalismo e o poder é transmitido em função o arbítrio de seu detentor, ou de acordo com a tradição; a autoridade carismática que advém das qualidades do líder, que é visto como possuidor de poderes especiais, de virtudes fora do comum, enfim de carisma e a autoridade de forma-legal em que as pessoas são investidas em função de mérito, devidamente comprovado, particularmente considero a forma de investidura mais adequada para um cargo de gestor visto que, a escolha é feita por critérios racionais. Infelizmente em muitas cidades do nosso país na maioria das vezes a investidura em um cargo de diretor escolar é feito através da autoridade tradicional, onde o cargo é preenchido por indicações políticas, sem se destacar o verdadeiro mérito do individuo, pois muitas vezes não são pessoas competentes e aptas para gerir uma escola, pois a qualidade de um bom gestor reflete na qualidade da escola e vice-versa, e a educação é de extrema importância para o desenvolvimento de uma nação e nesse caso acaba se tornando um reduto político, como forma de arrebatar votos e mais votos sempre. Infelizmente ficam nas entrelinhas que quem detém a palavra, ou a capacidade de comunicação é quem detém o poder, e até hoje continua assim, o governo não quer que o povo saiba realmente compreender, criticar, qualidades estas que poderiam ser alcançadas com uma escola pública de qualidade, bem gerenciada e administrada, ele quer pessoas alfabetizadas de letras, para não ser categorizado como país subdesenvolvido, mas quer analfabetas de criticas e compreensão, para poder continuar no poder.
A liderança política precisa se conscientizar de que para a escolha de gestores seria mais adequada a autoridade de forma-legal.
É importante também frisar sobre o tipo de liderança que deve ter um gestor, há três estilos: O líder autocrático que é o que centraliza as ações das decisões e impões seus pontos de vistas, o líder democrático que sem renunciar a sua posição de principal responsável, valoriza a participação dos lideres nas tomadas de decisões e a liderança laissez-faire que abre mão de qualquer tipo de controle sobre o grupo, deixando-o a vontade para decidir por conta própria os assuntos de seu interesse. A liderança democrática é a mais adequada para a condução da atividade de uma escola. O bom diretor tem sempre a preocupação de escutar os demais participantes, colhendo suas sugestões, idéias, contribuições espontâneas. Não põe em execução uma decisão, sem que antes certificar-se de que foi bem compreendida e aceita por todos. A participação do grupo na tomada de decisões é a garantia de maior identificação de todos com o trabalho a ser realizado.
Após a Lei nº 9394/96, Lei de Diretrizes e Bases da educação surgiu um novo tempo da educação brasileira, com grandes desafios a serem enfrentados e somente a gestão escolar democrática, que garanta a participação de todos, tem condições de levar a escola brasileira encontrar o seu caminho verdadeiro. Precisamos caminhar, batalhar, trabalhar muito, para que esses princípios norteadores da educação brasileira não fique apenas no papel que os coloquemos em prática em busca de uma educação de qualidade para todos.

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