Wednesday, August 23, 2006

Gestão Escolar - Liderança e Competência - Sandra Gomes

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS – DCHT
SEMESTRE: VII - VESPERTINO
DISCIPLINA: POLITICAS EDUCACIONAIS
PROFESSORA: PATRÍCIA MAGRIS
ALUNA: SANDRA DA SILVA GOMES

GESTÃO ESCOLAR
LIDERANÇA E COMPETÊNCIA

As escolas em nosso município, escolhem diretores de uma forma não democrática, pois a comunidade escolar não participa da escolha dos mesmos. Muitos indicados por políticos para atuarem na escola sem terem o mínimo de conhecimento de administração escolar, imprescindível para um bom funcionamento de qualquer instituição escolar.
Em seu artigo intitulado “Gestão da Escola”, José Augusto Dias aborda as múltiplas formas de gestão escolar dando um maior destaque a função do diretor, a importância de uma boa administração, a maneira mais indicada de administrar uma instituição, apontando caminhos viáveis para uma efetiva atuação administrativa.
Os estudos de administração têm sua atenção voltada para a atuação do administrador ou líder, considerado o principal responsável pelo êxito das ações do grupo sob seu comando. Em certas formas de gestão, a figura do administrador tende a ser enfraquecida ou até mesmo eliminada, surgindo com maior destaque os colegiados, as decisões grupais, o consenso. A gestão é uma expressão mais ampla que administração que é uma de suas formas. Consiste na condução dos destinos de um empreendimento, levando-o a alcançar seus objetivos. As formas mais conhecidas de gestão são a administração, a co-gestão e autogestão.
As teorias de administração, quaisquer que sejam, repousam sempre sobre o princípio de autoridade e têm como pressuposto básico a existência do binômio superior-subordinado. Essa teoria de administração evoluiu e assumiu uma fisionomia mais humana, contudo, jamais abdicou do princípio da autoridade. Atualmente a co-gestão é o tipo de gestão aplicada na maioria das escolas. Esse tipo de gestão baseia-se no princípio da participação. É ainda uma forma de administração, em que permanece a figura do administrador, mas com autoridade mais limitada. O administrador já não é o único responsável pelas decisões, ele geralmente pede a colaboração dos demais elementos sob seu comando.
O diretor de escola exerce uma função bastante complexa, em que se podem distinguir pelo menos três aspectos: o de autoridade, o de educador e o de administrador. O diretor como autoridade escolar é responsável por tudo que se passa na escola. Em ocasiões especiais representa a própria escola; por exemplo, como comparece a uma solenidade a que é convidado por sua qualidade de diretor. Nessas ocasiões, ele não está agindo como simples administrador, mas como uma autoridade escolar, como alguém que personifica a instituição a que pertence. O diretor como educador precisa ter certa dose de conhecimento da atividade técnica realizada pelo grupo sob seu comando, sem que isto signifique que ele tenha de desempenhá-lo pessoalmente.
A administração não é um processo desligado da atividade educacional, mas, ao contrário, acha-se inexplicavelmente envolvido nela, de tal forma que o diretor precisa estar atento às conseqüências educativas de suas decisões e atos.
O diretor como administrador tem objetivos a atingir e compete a ele assumir a liderança para assegurar a consecução desses objetivos, desempenhando assim sua função de administrador.
Quem quer que se proponha a trabalhar em uma escola precisa procurar informar-se sobre seus objetivos e, na medida do possível, dar sua própria contribuição para o aperfeiçoamento dos mesmos. Esta necessidade é particularmente relevante para o diretor e os professores, que desempenham na escola uma função da mais alta responsabilidade.
Quando o diretor é dedicado e capaz, ele encontra sempre os meios para remediar as eventuais deficiências de sua escola. Quando, porém, ele não se mostra à altura de suas delicadas contribuições, de pouco valerá a existência de outros fatores favoráveis tais como: apoio da comunidade, existência de um bom corpo docente, condições matérias favoráveis, alunos motivados, direção competente.
A boa direção integra-se tão completamente na atividade da escola que quase não é percebida isoladamente, podendo parecer-lhe que a direção é supérflua. Porém, coloca-se em seu lugar uma pessoa incompetente. Em pouco tempo as dificuldades serão tais que desmantelará fatalmente a estrutura cuidadosamente montada dia-a-dia pelo diretor aplicado. É então que aparece o real mérito do diretor, que se mostra uma peça fundamental para o bom funcionamento da escola. É indispensável que a educação seja um trabalho de equipe, que participem não só os professores, mas também o diretor e demais funcionários da escola e a comunidade. É um trabalho conjunto, que se torna tanto mais produtivo quanto mais a equipe for capaz de trabalhar entrosadamente.
Em suma, a liderança democrática é a que prevalece na maioria das escolas. É nesse tipo de liderança em que o diretor tem sempre a preocupação de sondar os demais participantes, colhendo suas sugestões, idéias e contribuições. Dessa forma a gestão democrática é capaz de garantir a participação de todos, dando condições para a melhoria do andamento e da qualidade de ensino, para isso é necessário que o corpo administrativo tenha uma formação continuada, já que ele constitui um papel fundamental para um bom desempenho da instituição escolar, garantindo assim um ambiente favorável para o desenvolvimento do processo educativo.

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