Tuesday, August 22, 2006

GESTÃO DEMOCRÁTICA

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DCHT – CAMPUS XX – BRUMADO
POLÍTICA EDUCACIONAL
PROFESSORA : PATRÍCIA MAGRIS
ALUNA : MARIENE SILVA MEIRA[1]

GESTÃO DEMOCRÁTICA

Para que diretor e comunidade escolar atuem coletivamente buscando sua integração ao sistema de ensino – tendência que vem se confirmando na história da educação brasileira nos últimos anos – a gestão democrática torna-se um dos pontos-chave, uma vez que esse novo paradigma da educação fundamenta-se numa concepção democrática em oposição à uma concepção centralizadora e autoritária.
Tendo em vista que toda e qualquer ação implantada no processo educacional visa promover qualidade com equidade, a autonomia da escola, fator intrínseco à gestão democrática, se consolida como um conjunto de possibilidades capaz e fazer valer o processo participativo da comunidade escolar fortalecendo e transferindo para a unidade escolar uma grande parte do poder de decisões, decisões estas que podem estar voltadas tanto para os aspectos administrativos quanto pedagógicos.
O sistema educacional como os diversos segmentos da sociedade, é incitado a assumir ações de emancipação social. Isto significa dizer que, nas escolas, é preciso construir um trabalho que promova a educação participativa voltada para uma aprendizagem não autoritária.
A democracia requer a possibilidade de participação do conjunto dos membros da sociedade nos processos decisórios comprometidos com os interesses reais coletivos.
Com efeito, numa gestão democrática espera-se que os grupos sociais envolvidos participem ativamente da gestão e alcancem a qualidade do processo educacional. Diante disso, é oportuno observar que a gestão democratizada requer um desenvolvimento organizacional.
O desenvolvimento organizacional depende da maioria contínua dos processos de gestão, de apoio de base e a eficiência dos processos depende dos referenciais e recursos neles utilizados dentre eles os recursos humanos que deverão exercer funções descentralizadas, participativas, interdepenentes, e integradas.
A democratização nas relações no interior da escola deve se constituir numa forma concreta de contribuir para o desenvolvimento da democracia na instituição escolar e na sociedade, pois um dos aspectos da gestão educacional diz respeito a sua função social que é formar pessoas, formar cidadãos, que segundo Inês Barbosa d Oliveira ( 2006 ) é sem dúvida nenhuma, a mais importante das tarefas educativas dentro e fora da escola. Formá-los para o exercício da autonomia intelectual, moral e social. Como estabelece o artigo da Constituição Federal, a educação tem como princípio básico a preparação do indivíduo para o exercício pleno da cidadania. Sendo assim é de responsabilidade da escola educar para a participação contribuindo para a consolidação da democracia.
Reconhece –se assim que formando cidadãos conscientes de seus direitos e deveres imbuídos,de espírito participativo é que a escola contribuirá para a consolidação da democracia. E a gestão democrática está associada ao fortalecimento da idéia de democratização do processo pedagógico com a participação de todos nas decisões, tornando-os co-responsáveis e extinguindo as formas autoritárias de exercício do poder e definindo coletivamente o rumo dos trabalhos..
No entanto faz-se necessário ressaltar que a participação de todos os envolvidos no processo educacional como alunos, pais de alunos, professores, administradores não pode ser baseado apenas em concepções teóricas. Inclusive Paro[2] lembra que “ (...) Não basta permitir formalmente que os pai de alunos participem da administração da escola; é preciso que haja condições materiais propiciadoras dessa participação.” ( PARO, 2001. p.13 )
Importante também ressaltar que com a gestão democrática, o trabalho do diretor escolar que antes se dava de uma forma autoritária assume um novo significado visto que ele fornece orientações teóricas e práticas para uma forma participatória de dirigir a instituição de modo que seja promovida a qualidade do processo ensino-aprendizagem.
Nessa ótica cabe ressaltar que a democracia e a prática da participação nos processos de gestão estão interligadas e abarcam a necessidade de que haja mudanças estruturais e de procedimentos com ênfase no aprimoramento escolar, extinguindo as formas autoritárias de exercício do poder, intervindo nas decisões da organização e definindo coletivamente o rumo dos trabalhos.
Nesse contexto pode se afirmar que a participação de toda a comunidade envolvida é que pode garantir a gestão democrática nas escolas, envolvendo todos na tomada de decisões importantes para o bom funcionamento da organização escolar.
[1] Aluna do VII semestre do curso de Letras
[2] PARO, Vítor Henique. Gestão democrática da escola pública. 3.ed. Ática, 2001

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