Friday, August 18, 2006

Gestão da Escola

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS – DCHT
CAMPUS XX – Brumado
Turma: VII Semestre - Noturno
Disciplina: Política Educacional
Profª: Patrícia Magris
Aluno: Rogério F. Rodrigues



GESTÃO DA ESCOLA
José Augusto Dias


Em se tratando de planejamento, organização, direção, coordenação e controle escolares, o único termo que se utilizava, até pouco tempo, para compreender todas essas atividades era apenas administração. Entretanto o conceito de gestão vem assumindo esse papel, pois trata-se de um conceito mais radical e amplo, que surge e incorpora certa dose de filosofia e política, o que para Querino Ribeiro (1952) “vem antes e acima da administração”.

Diante da incapacidade dos estudos de administração em explicar consistentemente o que significa “o que é administrar”, e da tomada de consciência por parte dos teóricos de que, em geral, ninguém gosta de obedecer ordens, ou segundo Griffiths (1977) “ninguém pode estar a um só tempo submisso e satisfeito”, a teoria de administração entra em crise. Já não bastassem esses problemas, ela passa a sofrer ataques externos. A autoridade, conceito essencial na administração, passa a ser questionada e surgem soluções alternativas para a condução dos empreendimentos humanos. O conceito de gestão nasce dessa necessidade de maior abrangência para descrever a administração e suas alternativas.

Na administração a figura do administrador ou líder, considerado o principal responsável pelo êxito das ações do grupo sob seu comando, tem uma importância fundamental. Em certas formas de gestão, essa figura tende a ser enfraquecida ou até mesma eliminada, passando a assumir um destaque maior os colegiados, as decisões grupais, o consenso. As decisões são concebidas mediante a aceitação consensual do grupo.

A administração configura-se com uma das maneiras em que se pode manifestar a gestão, que ainda pode aparecer sob forma de co-gestão e auto-gestão. A administração teve como ponto de partida a preocupação com a eficiência, que mais tarde foi sendo substituído pelo conceito de eficácia. Ultimamente, o conceito de qualidade é o que tem atraído as teorias de administração, inicialmente nas empresas, mas já começando a fazer parte, também, da realidade das escolas. Vale salientar, entretanto, que as teorias de administração continuam mantendo como pilar o princípio de autoridade, onde ficam subentendidas as figuras do “superior” e do “subordinado”.

A co-gestão tem como base o princípio da participação, que apesar de ser uma outra forma de administração e de manter a figura do administrador, permite a esse uma autoridade mais limitada. Ele já não é o único responsável pelas decisões, pois as mesmas são legitimadas somente com a colaboração dos demais elementos sob seu comando.

A auto-gestão traz como principal singularidade o fato de não manter uma autoridade, que, mesmo assim, não leva à ausência de ordem. É extinta somente a hierarquização, o que gera a necessidade de coordenação dos esforços e faz com que todos devam contribuir por convicção para o bom andamento dos trabalhos. Apesar de parecer um modelo bastante democrático, não existe, até o momento, nenhuma experiência bem-sucedida e duradoura de auto-gestão.

Apesar das alternativas, a administração é, ainda, a que atrai os melhores resultados, pois, a co-gestão é também administração e a auto-gestão jamais conseguiu sair do discurso ideológico. Por tudo isso, a figura do administrador escolar, que é o diretor, continua viva e atuante, não dando a entender que será substituída por tão cedo.

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