Monday, August 21, 2006

Gestão da Escola

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS – DCHT
CAMPUS XX – Brumado
Turma: VII Semestre – Noturno
Disciplina: Política Educacional
Profa. Patrícia Magris
Aluno: Veralúcia Lima Viana


GESTÃO DA ESCOLA


Diante das diversas transformações que vêm ocorrendo na sociedade moderna o conceito de administração escolar tem passado por modificações. A teoria da administração entrou em crise e o papel do administrador, considerado autoridade máxima na escola e o principal responsável pelo êxito das ações do grupo sob seu comando está sendo questionado.

Os diversos estudos realizados até o momento não foram capazes de definir, satisfatoriamente, o que é administrar. Suas teorias básicas repousam no princípio da autoridade, onde o administrador, considerado superior, assume uma posição de mando e aos que estão abaixo dele na hierarquia administrativa, os subordinados, compete apenas obedecer sem discussão as determinações por ele impostas.

Mesmo diante da indefinição do que é administrar, surge entre os teóricos a consciência de que “em geral, ninguém gosta de obedecer ordens” e ainda para Griffiths: “ninguém pode está a um só tempo submisso e satisfeito” . Assim, a teoria da administração passou a sofrer ataques de fora, surgindo a necessidade de um conceito mais abrangente de administração, a gestão, onde a figura do administrador tende a ser enfraquecida ou até mesmo eliminada, surgindo com maior destaque os colegiados, as decisões grupais, o consenso.

A administração escolar tem como objetivo: planejar, organizar, dirigir e controlar, suas decisões vem de cima para baixo, sem a participação dos professores, alunos e pais. A gestão também envolve todas as atividades atribuídas à administração, mas o processo de tomada de decisão se dá coletivamente, com participação de todos os envolvidos com a escola.

No conceito de gestão a direção da escola assume um significado diferente, valorizando e incentivando a participação de todos nos processos administrativos da escola, fazendo com que a autoridade máxima, atribuída ao administrador tradicional, seja eliminada e/ou enfraquecida.

Como modelo de administração temos ainda a co-gestão que tem como principio a participação. Neste modelo, a figura do administrador permanece, mas com autoridade mais limitada, não sendo mais considerado o único responsável pelas decisões. Na co-gestão as decisões só são consideradas legítimas quando tomadas em conjunto, com a participação de todos os envolvidos no processo escolar. Outro modelo apresentado é a autogestão, que segundo José Augusto Dias, é uma idéia fascinante, que “consiste na anarquia, em seu sentido legítimo de ausência de autoridade, sem que isto signifique ausência de ordem”. No modelo de autogestão a hierarquização é extinta e as pessoas ou os grupos atuam com autonomia e procuram contribuir para o bom andamento dos trabalhos.

A autogestão é considerada uma alternativa completa, mas, necessita de uma lenta e cuidadosa preparação. Diante das dificuldades em implementar uma autogestão, seu modelo ainda não conseguiu sair da teoria para firmar-se na prática e até o presente não se conhece uma experiência bem-sucedida e duradoura de autogestão.

Considerando que a co-gestão, mesmo tendo como princípio a participação de todos é ainda uma forma de administração e que a autogestão jamais saiu da teoria para alcançar resultados satisfatórios na prática, o modelo que tem apresentado resultados mais eficazes é a administração, permanecendo com a valorização da figura do diretor como administrador escolar.



REFERÊNCIAS:

DIAS, José Augusto. Sistema Escolar Brasileiro. Cap; XII. Estrutura e Funcionamento da Educação Básica: Leituras. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2001.

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