Monday, August 21, 2006

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS-DCHT
CAMPUS XX – BRUMADO/ VII SEMESTRE
DISCIPLINA: POLÍTICA EDUCACIONAL
ALUNO: CÉLIA GENEROSA MEIRA AMARAL
PROFESSORA: PATRÍCIA MAGRIS


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS


O analfabetismo antes era concebido como causa e não efeito da situação econômica, social e cultural do país. Essa concepção legitimava a visão do adulto analfabeto como incapaz e marginal identificado psicológica e socialmente como criança. Entretanto, essa visão modificou-se e o adulto analfabeto passou a ser visto como produtivo, capaz de raciocinar e resolver seus problemas. Para tanto, contribuíram teorias mais modernas da psicologia que desmentiam postulados anteriores de que a capacidade de aprendizagem dos adultos seria menos que a das crianças.
Apontaram antes como causa da pobreza e da marginalização, o analfabetismo passou a ser interpretado como efeito da situação de pobreza gerada por uma estrutura social não igualitária. Desta forma, é preciso que o processo educativo interfira na estrutura social que produz o analfabetismo. A alfabetização e a educação de base de adultos devem partir sempre de um exame crítico da realidade existencial dos educandos, da identificação das origens de seus problemas e das possibilidades de superá-los. Os analfabetos devem ser reconhecidos como homens e mulheres produtivos que possuam uma cultura.
Um princípio pedagógico já bastante assimilado entre os que se dedicam à educação básica de adultos é a incorporação da cultura e da realidade vivencial dos educandos como conteúdo ou ponto de partida educativa. No caso da educação de adultos, talvez fique mais evidente a inadequação de uma educação que não interfira nas formas de o educando compreender e atuar no mundo.
Cabe aos educadores estabelecer uma relação de diálogo e enriquecimento mútuo com seu grupo. Promover situações de conversas ou debates em que os educandos tenham a oportunidade de expressar riqueza e a originalidade de sua linguagem e de seus saberes.
Alguma das qualidades essenciais ao educador de jovens e adultos são a capacidade de solidarizar-se com os educandos, a disposição de encarar dificuldades como desafios estimulantes, a confiança na capacidade de todos, de aprender e ensinar.
Coerentemente com essa postura, é fundamental que esse educador procure conhecer seus educandos, suas expectativas, sua cultura, as características e problemas de seu entorno próximo, suas necessidades de aprendizagem. E para responder cada vez melhor os conteúdos a serem ensinados, atualizando-se constantemente. Como educador, deverá também refletir permanentemente sobre sua prática, buscando meios de aperfeiçoá-las.

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