Friday, August 18, 2006

Avaliação de Maria Madalena Marinho

UNEB – Universidade do Estado da Bahia
DCHT – Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias
Campus XX Brumado Semestre VII
Disciplina – Política Educacional
Professora – Patrícia Magris
Aluna – Mª Madalena Marinho

A aplicação dos Conteúdos Curriculares

É considerável o número de alunos que ao concluírem o Ensino Médio precisariam estar aptos para as exigências do mercado e da vida. No entanto, grande parcela não consegue alcançar bons resultados após saírem da escola. Isso prova que o ensino não está de todo satisfatório e nem está preparando os indivíduos na sua totalidade.

É preciso refletir sobre o que se pretende com o ensino e seu currículo, de maneira a condicionar os conteúdos escolares a fatos que façam parte do cotidiano dos alunos, considerando o professor como orientador e facilitador, e não como um mero transmissor de conhecimentos produzidos por outros e incutindo valores pré-estabelecidos, de forma que as disciplinas sejam valorizadas como meios mais adequados de organização do conhecimento escolar. É claro que essa metodologia é falha, e não alcança aprendizagem qualitativa. É preciso que a escola, de uma forma geral, torne realidade o trabalho interdisciplinar e democrático, adotando medidas que inclua o aluno como sujeito agente de seu aprendizado. Em seguida, enfatizar os conteúdos como prática, possibilitando ao aprendiz organizar suas relações com a natureza e com outros homens, bem como rejeitar o isolamento existente entre as disciplinas escolares, defendendo uma abordagem mais integrada do conhecimento curricular. Assim será possível criar, no interior da escola, conteúdos críticos que correspondam a uma representação cultural prévia de um futuro melhor, cheio de perspectivas, ressaltando que as ações dos professores e alunos não fiquem restritas aos cenários educacionais e se articulem em estratégias mais amplas.

Há uma dimensão de elaboração do currículo localizada no interior da escola, muitas vezes não reconhecida de modo claro pelos educadores. A própria organização das pessoas e do trabalho na escola, de seus tempos e espaços é uma parte desse currículo ao impor cortes, fragmentações e simplificações aos conteúdos, desenhando modos de ensino e aprendizagem, limitando os contornos do conhecimento que a escola distribui. Para isso é necessário muito empenho por parte de toda a comunidade escolar, principalmente por parte dos professores.

A experiência, embora possa ser planejada, não pode ser previamente determinada. Assim, podemos perceber que ela traz sempre possibilidades diferentes do que pressupúnhamos ao planejarmos. Como possibilidades desconhecidas podem gerar instabilidade, insegurança, incerteza e risco, então elas nos colocam diante da necessidade de fazer escolhas. Como dimensão principal do currículo da escola, devem circular valores e atitudes, além de reflexões sobre as metas e objetivos da escola como formadora de cidadãos críticos e transformadores.
O currículo escolar seria a vivência de experiências sistematicamente planejadas, visando ao ensino e à aprendizagem de elementos culturais selecionados e institucionalmente tidos como relevantes para que as pessoas se tornem algo que essas experiências planejadas objetivam. Nesse sentido, na escola não se experimenta (nem se ensina e aprende) qualquer coisa, de qualquer maneira, para quaisquer finalidades. A escola tem uma cultura, tem uma vida, tem uma identidade e oferece condições para certas experiências.
Todas as aprendizagens implícitas, tão naturalizadas que podem passar despercebidas, criam expectativas em ralação aos alunos; elas também fazem parte do que a escola ensina. Com um currículo de acordo às necessidades do educando, a escola poderá superar muitas das dificuldades freqüentes no seu cotidiano de ensino, como a repetência, o desinteresse e a evasão.
Isto repercute diretamente na qualidade da escola pública que defendemos. Quando falamos em qualidade, estamos nos referindo à qualidade social. Neste sentido, podemos considerar a autonomia, a construção coletiva de suas ações, a sua posição como organizadora do processo de construção do conhecimento e das vivências sócio-históricas de cada indivíduo como papel fundamental da escola.

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