Friday, August 18, 2006

Avaliação de Gicélia Oliveira

UNEB – Universidade do Estado da Bahia
DCHT – Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias
Campus XX Brumado Semestre VII
Disciplina – Política Educacional
Professora – Patrícia Magris
Aluna – Gicélia Lima de Oliveira



Atividade docente e EJA, desafios e perspectivas:


A educação de jovens e adultos no Brasil é tema em voga desde quando começou a história da educação no país com as escolas dos jesuítas. Com o passar do tempo e o avanço tecnológico e econômico, o mercado exigia cada vez mais uma mão-de-obra qualificada, e o número de adultos sem escolaridade nas cidades também aumentou, em proporção do aumento da população e êxodo rural.
Assim, várias medidas político-pedagógicas foram sendo adotadas, como o MOBRAL e o ensino supletivo, na tentativa de qualificar e letrar jovens e adultos até então sem oportunidades.
Amparada por lei, a educação de jovens e adultos é voltada ainda hoje para pessoas que não tiveram acesso, por algum motivo, ao ensino regular na idade apropriada. Porém, essa modalidade de ensino enfrenta alguns problemas, já que por muitas vezes a mesma não consegue obter resultados positivos nem formar turmas que correspondam aos objetivos propostos.
Um dos problemas enfrentados pela educação de jovens e adultos nos dias de hoje é a evasão escolar. Este problema, geral na educação e vem se acentuando a cada ano, é fruto de diversas causas, como o cansaço por parte do aluno, que geralmente trabalha durante o dia todo e chega e trabalha à noite, e a falta de estímulo por parte do professor, que ministra aulas monótonas e pouco interessantes. A conjugação dos dois problemas então, dificultam ainda mais a permanência do educando na escola.
Ora, deve-se observar que o público EJA é um público que necessita de um estímulo especial para continuar aprendendo. Os mesmos apresentam baixa auto-estima e vivenciam problemas como preconceito, vergonha, discriminação e recebem muitas outras críticas, tanto na vida em família como na vida em comunidade.
Parte dessa dificuldade pode ser oriunda do trabalho não qualificado do professor-orientador em sala de aula. O estímulo, essencial para a aprendizagem e permanência do educando, deve partir principalmente dele. A própria qualidade de ensino depende muito da relação professor-aluno e está diretamente ligada à preparação do professor, que terá de se capacitar para estar atuando junto às turmas de EJA. É preciso ainda muito empenho e perseverança para atuar com turmas de EJA, e o professor deve ser ainda mais dinâmico e incentivador.
O papel docente é de fundamental importância no processo de reingresso do aluno às turmas de EJA e por isso, o mesmo deve, porém, ser um professor especial capaz de identificar o potencial de cada aluno.
O EJA é uma educação possível e capaz de mudar significativamente a vida de uma pessoa, permitindo-lhe reescrever sua história de vida. O aluno, quando motivado, encorajado e convidado a uma aprendizagem interessante, significativa e processual é muito mais comprometido com a escola. Se o mesmo tem consciência de sua importância para a sociedade e da importância da educação para o seu crescimento pessoal e intelectual, a prática educativa será para ele prazerosa, eficaz e necessária.
Assim, á papel do professor, especialmente do professor de EJA, compreender melhor o aluno e sua realidade diária. Aulas dinâmicas, interessantes e que propiciem um aprendizado continuado despertarão a vontade de continua, dia após dia, apesar das dificuldades.
Acreditando nas possibilidades e aumentando a satisfação dos alunos, o professor poderá partir para uma educação de qualidade, diminuindo, assim, a evasão, pois o perfil do professor de EJA é muito importante para o sucesso da aprendizagem do aluno adulto, que também tem sonhos e objetivos, e, além do mais, vê o professor como um modelo a seguir.

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