Saturday, August 19, 2006

Avaliação de Dulcineide Araújo (Neidinha)

UNEB – UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E TECNOLOGIAS –DCHT
CAMPUS XX – BRUMADO/BA NOTURNO
DISCIPLINA: POLÍTICA EDUCACIONAL
PROFESSORA: PATRÍCIA MAGRIS
ALUNA: DULCINEIDE ARAÚJO


Após a promulgação da LDB (Lei nº. 9.394/96), que regulamenta a Constituição Federal nesse âmbito da gestão democrática, iniciou-se oficialmente na escola a prática concreta de construção de um projeto escolar que delineasse a proposta pedagógica da escola. É sintomático que o PDE surja exatamente nesse período como uma tentativa de se contrapor ao processo iniciado nas escolas.
Com isso não se quer dizer que houve essa tentativa com o fim precípuo de impedir a construção do Projeto Político Pedagógico nas escolas, mesmo porque se sabe que um dos objetivos do Banco Mundial em capacitar as escolas para elaborarem projetos, dentro do modelo do planejamento estratégico, esconde a intenção de instrumentalizar as escolas na formação considerada necessária para busca externa de recursos para sua manutenção, além daqueles recebidos do Estado. Isso significa, enfim, preparar as escolas para o processo em curso de privatização dos encargos educacionais.
O PDE é importante quando observamos que ele não acaba porque encerrou o ano, pois sua ação é duradoura, e ao mesmo tempo em que ele fornece um suporte financeiro à escola acaba envolvendo todos os funcionários neste processo, além disso, seu caráter é burocrático e controlador: questionários que devem ser preenchidos, documentos que devem ser enviados e outros.
Todavia, apesar da democracia que é por ele disseminada, no tocante a divisão de verbas, o PDE se esbarra em questões outras como: a busca da qualidade de ensino, o envolvimento da comunidade, a capacitação dos professores, a forma arcaica que as escolas ainda trabalham com as questões financeiras e os recursos que mesmo enviados são insuficientes na gestão de uma administração escolar melhor e de uma educação melhor.
Durante a aferição do Plano os membros do grupo de sistematização se contradisseram em algumas questões, como por exemplo, a relação escola-professor nos critérios de Gestão de Pessoas descrevendo que os docentes e não-docentes demonstram entusiasmo no desempenho de suas funções conflitando tal situação com os problemas de dados acadêmicos inconsistentes e estratégias de ensino diferenciadas: nenhum funcionário da escola seja ele professor ou não pode trabalhar com entusiasmo sem ter qualificação, reciclagem ou sem ao menos saber exatamente qual a função que ocupa.
A escola Rômulo Galvão procura junto ao seu corpo administrativo e docente trabalhar da melhor maneira com as suas propostas, entretanto as adversidades que todos nós conhecemos a respeito das políticas educacionais, incluindo também as políticas pedagógicas retardam uma ação efetiva e de qualidade de toda a escola. Sem contar que se trata de uma escola localizada em uma cidade do interior do estado, longe dos olhos do poder e próxima dos problemas que qualquer escola de pequeno porte de ensino fundamental enfrenta.
Os recursos destinados impossibilitam a melhoria de diversos aspectos que a escola assinala como carentes e mesmo que tais recursos financeiros sejam utilizados de forma transparente, o próprio governo ou Secretaria da Educação permite que se trabalhe com tal recurso de forma ainda arcaica, obsoleta, sem o apoio tecnológico financeiro que outras Secretarias estaduais já dispõem.
Um aspecto comprovado in loco e que foi abordado no Plano é a preocupação que a escola tem em integrar os pais de alunos a todo e qualquer assunto atinente. São promovidas reuniões, palestras, eventos, etc. Tal situação é muito positiva na medida em que se percebe um alto índice de abandono escolar na 1ª série, o desinteresse dos alunos às aulas e a desestruturação familiar influenciando no desempenho escolar.
Percebe-se que os problemas desta escola giram muito mais em torno de questões sociais, entretanto as propostas inseridas no plano não devem ser descartadas, pelo contrário devem servir de fomento ao aumento dos recursos financeiros e reforçar a sua autonomia nos projetos que ela pretenda alcançar, já que a escola tem como previsão receber R$ 23.038,10 para os anos de 2006 e 2007.

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