Wednesday, August 23, 2006

avaliaçao de Gleide Meira Dantas

Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias
Campus XX – Brumado
Disciplina: Política Educacional
Docente: Patrícia Magris
Discente: Gleide Meira Dantas

EVOLUÇÃO HISTORICA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA


Decorridos anos na evolução histórica da educação brasileira, ainda não fomos capazes de colocar todas as nossas crianças na escola e assegurar-lhes uma educação de qualidade.
Nosso modelo de educação sistêmica nunca foi implementado com a radicalidade e a seriedade que a idéia de uma educação pública, universal, obrigatório necessita e requer para tornar-se uma realidade.
Durante os primeiros séculos da colonização portuguesa no Brasil, o ensino havia ficado a cargo dos padres da Companhia de Jesus em quase a sua totalidade, sem que tivesse, entretanto, objetivos educacionais em sua origem.
O predomínio da educação Jesuítica no Brasil foi quase absoluto até o ano de 1759, quando o Marquês de Pombal expulsou todos os padres da companhia de Jesus de Portugal e de suas colônias.
No lugar dos colégios da Companhia de Jesus foram criadas as aulas régias de Latim, Grega e Retórica. No entanto não havia currículo, os professores eram geralmente de baixo nível, por que improvisados e mal remunerados.
A situação começou a mudar com a vinda forçada de D. João VI para o Brasil, quando resolveu fundar instituições de ensino técnico ou superior em nosso território.
Apesar da formatura no Colégio Pedro II permitiu ingresso a qualquer instituição de nível superior, pouquíssimos alunos completavam o curso de sete anos.
No ano seguinte ao da abolição da escravatura, alguns meses da Proclamação da República, o Imperador do Brasil D. Pedro II, em seu discurso, solicitava ao governo brasileiro a criação de um Ministério da Educação e a fundação de uma rede de escolas técnicas e estabelecimento de Universidades no Brasil. Porém nada disso aconteceu. O problema da educação, que começa a aflorar, caiu no esquecimento.
As doutrinas educacionais da Escola Nova, vinha há séculos se desenvolvendo na Europa, mas só entraram em toda sua força na sociedade brasileira na época do fim da Primeira República.
Antes de 30, o sistema educacional da elite brasileira, era um sistema particular de ensino secundário de caráter acadêmico e intelectualista. Para o povo havia uma certa quantidade de lugares nas escolas públicas. De onde poderiam estes poucos alunos se dirigir às escolas normais e técnicas profissionais.
Sendo as nossas escolas segundo os padrões europeus, e como tais padrões presumiam níveis de educação relativamente altos, a escola mesmo designada de popular, era tipicamente de classe média.
O povo era afastado da escola pelo próprio tipo de educação que ministrava.
Logo após a revolução de 1930, foi criado o Ministério da Educação e Saúde encarregado dos serviços educacionais.
Só na década de 50 veio defrontar-se com um sistema único, compreendendo escola primária, escola média vocacional e escola secundária acadêmica.
Porém a massa de alunos que chegava a escola primária sofre um processo de eliminação ao procurar ingressar no ensino médio, o mesmo acontecendo quanto ao acesso a Universidade.
No final de 1982, a crise econômica chegou ao MEC. A ministra anuncia um corte de 12% na verba de seu ministério. Isso significa imediatas restrições a educação.
Nos primeiros atos da Presidência da Republica, 1998 foi enviar ao Congresso o Plano Nacional de Educação (PNE), que definindo quais metas a União, estados e municípios devem atingir ate 2008 para melhorar o ensino. Mas a prioridade, em todas as áreas do ensino, foi dada ao Ensino Fundamental, considerado maior gargalo da educação brasileira.
Atualmente, segundo o Ministério da Educação apenas 45% dos alunos que ingressam ao Ensino Fundamental chegavam a 8ª série. E os que concluem perdem 3 anos em média com a repetência.
No entanto, o país começa a despertar realmente para esse problema. A tarefa de mudar essa situação começa agora. Uma das preocupações é proporcionar a permanência do aluno na escola, combater a repetência, como também melhor qualificação dos docentes, entre outras metas importantes do Plano Nacional de Educação.

1 Comments:

At 21 September, 2006 11:08, Blogger Política Educacional said...

Oi Gleide,

Seu texto está bom, no entanto me parece que a auS~encia mínima de um certo rigor acadêmico, enfraquece os argumentos do texto, afiinal vc coloca dados e não dirige a fonte. Seria interessante pensar numa atitude mais firme nos próximos trabalhos.

Abraços,

 

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